Mudanças entre as edições de "Guia Operacional MPLS para ISPs"

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* MPLS encaminha usando labels.
 
* MPLS encaminha usando labels.
 
* L2VC e VSI utilizam essa infraestrutura para transportar serviços Ethernet.
 
* L2VC e VSI utilizam essa infraestrutura para transportar serviços Ethernet.
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== Diagramas de Referência ==
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[[Arquivo:MPLS Diagramas BPF v1.png|1200px|center|Diagramas MPLS para referência operacional]]
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== Função dos Protocolos ==
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=== OSPF ===
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O OSPF é responsável por garantir a conectividade IP entre os roteadores do backbone. Em ambientes MPLS, normalmente são anunciadas as interfaces de transporte e as loopbacks utilizadas como Router-ID e LSR-ID.
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Sem alcance IP entre as loopbacks dos roteadores, o MPLS e o LDP não conseguem estabelecer suas adjacências corretamente.
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=== MPLS ===
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O MPLS (Multiprotocol Label Switching) adiciona um rótulo (label) aos pacotes para permitir o encaminhamento baseado em labels ao invés de consultas sucessivas à tabela de roteamento IP.
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Os principais serviços suportados incluem:
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* L2VPN (VPWS/L2VC)
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* VPLS (VSI)
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* Engenharia de Tráfego
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* VPNs de Camada 3
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=== LDP ===
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O LDP (Label Distribution Protocol) é responsável pela distribuição das labels entre os roteadores MPLS.
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Após a conectividade IP ser estabelecida pelo OSPF, os roteadores formam vizinhanças LDP e trocam informações de labels para cada prefixo conhecido.
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Caso o LDP apresente falhas, os serviços MPLS dependentes serão impactados.
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=== Targeted LDP ===
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O Targeted LDP (tLDP) permite estabelecer sessões LDP diretamente entre roteadores não adjacentes.
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É amplamente utilizado em serviços VPWS (L2VC), onde os PEs precisam trocar informações de pseudowires através de sessões remotas.
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A ausência ou falha do Targeted LDP normalmente resulta em serviços L2VC inoperantes, mesmo que o MPLS e o OSPF estejam funcionando corretamente.
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== L2VC versus VSI ==
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=== L2VC (VPWS) ===
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O L2VC (Layer 2 Virtual Circuit), também conhecido como VPWS (Virtual Private Wire Service), cria uma conexão ponto a ponto entre dois equipamentos PE através da rede MPLS.
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Características:
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* Serviço ponto a ponto.
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* Menor consumo de recursos.
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* Simplicidade operacional.
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* Amplamente utilizado para transporte de VLANs entre localidades.
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Fluxo simplificado:
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=== VSI (VPLS) ===
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A VSI (Virtual Switch Instance), utilizada em implementações VPLS, cria um domínio Ethernet multiponto sobre a rede MPLS.
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Características:
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* Serviço multiponto.
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* Comportamento semelhante a um switch Ethernet.
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* Permite múltiplos sites na mesma LAN virtual.
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* Maior consumo de recursos em comparação ao L2VC.
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=== Comparativo ===
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{| class="wikitable"
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! Característica
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! L2VC (VPWS)
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! VSI (VPLS)
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|-
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| Topologia
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| Ponto a ponto
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| Multiponto
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| Complexidade
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| Baixa
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| Média
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| Escalabilidade
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| Alta
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| Muito alta
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|-
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| Consumo de recursos
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| Menor
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| Maior
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|-
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| Caso de uso
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| Transporte de VLANs
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| LAN estendida entre múltiplos sites
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|}
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Quando um L2VC ou VSI apresenta falhas:
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# Validar interfaces físicas.
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# Confirmar alcance IP entre as loopbacks.
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# Verificar OSPF.
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# Verificar MPLS.
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# Verificar LDP.
 +
 +
# Verificar sessões Targeted LDP.
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# Validar MTU ponta a ponta.
 +
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# Confirmar estado do serviço (VC ou VSI).
 +
 +
== MTU em Ambientes MPLS ==
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[[Arquivo:MTU Explicacao Caixa MPLS.png|1000px|center|Comparação visual de MTU em ambientes MPLS]]
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=== Conceitos Fundamentais ===
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Em redes MPLS, a MTU deve ser planejada considerando o overhead adicional introduzido pelas labels MPLS.
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Cada label MPLS adiciona 4 bytes ao pacote.
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Exemplos:
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* 1 Label = +4 bytes
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* 2 Labels = +8 bytes
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* 3 Labels = +12 bytes
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Dependendo da tecnologia utilizada (L2VC, VSI, QinQ, PPPoE, VXLAN, etc.), o overhead total pode aumentar significativamente.
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 +
=== Exemplo Prático ===
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 +
Uma rede Ethernet tradicional normalmente opera com MTU 1500 bytes.
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 +
Ao adicionar MPLS:
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* Payload IP = 1500 bytes
 +
* 2 Labels MPLS = +8 bytes
 +
* Cabeçalho Ethernet = +18 bytes
 +
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O enlace precisa suportar uma MTU superior a 1500 bytes para evitar fragmentação ou descarte de pacotes.
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=== Sintomas de Problemas de MTU ===
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Problemas de MTU podem gerar sintomas como:
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* L2VC sobe, mas não passa tráfego.
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* VSI apresenta instabilidade.
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* Aplicações específicas não funcionam.
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* Sites abrem parcialmente.
 +
* Perda de pacotes para tráfego maior.
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* PPPoE conecta, mas navegação apresenta falhas.
 +
* OSPF e BGP estabelecem normalmente, porém o tráfego de usuário apresenta problemas.
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=== Validação de MTU ===
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Uma das formas mais simples de validação é utilizar ping com DF-bit (Don't Fragment).
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Exemplo:
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<pre>
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ping -f -s 1472 X.X.X.X
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</pre>
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ou em equipamentos Huawei:
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<pre>
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ping -a LoopBack0 X.X.X.X -f -s 1472
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</pre>
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 +
O objetivo é identificar o maior tamanho de pacote que consegue atravessar toda a rede sem fragmentação.
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=== Troubleshooting ===
 +
 +
Ao investigar problemas relacionados a MTU:
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# Validar MTU física das interfaces.
 +
# Verificar MTU do backbone MPLS.
 +
# Confirmar MTU dos serviços L2VC ou VSI.
 +
# Testar ping com DF-bit.
 +
# Verificar QinQ e encapsulamentos adicionais.
 +
# Confirmar configuração fim a fim.
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 +
=== Boas Práticas ===
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* Padronizar MTU do backbone.
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* Documentar MTU de serviços especiais.
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* Validar MTU durante ativações.
 +
* Incluir testes de MTU nos procedimentos operacionais.
 +
* Considerar expansões futuras de encapsulamento.
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== Procedimento de Troubleshooting MPLS ==
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=== Fluxo de Validação ===
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 +
Sempre execute o troubleshooting seguindo a sequência abaixo.
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Uma falha identificada em qualquer etapa deve ser corrigida antes de prosseguir.
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=== Etapa 1 - Camada Física ===
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 +
Validar:
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 +
* Interface UP/UP.
 +
* Potência óptica dentro dos limites.
 +
* Ausência de CRC e erros físicos.
 +
* Negociação correta da interface.
 +
 +
Comandos Huawei:
 +
 +
<pre>
 +
display interface brief
 +
display interface GigabitEthernet 0/0/0
 +
</pre>
 +
 +
=== Etapa 2 - Conectividade IP ===
 +
 +
Validar:
 +
 +
* Endereçamento IP.
 +
* Rotas presentes.
 +
* Ping entre vizinhos diretos.
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 +
Comandos Huawei:
 +
 +
<pre>
 +
display ip interface brief
 +
display ip routing-table
 +
ping X.X.X.X
 +
</pre>
 +
 +
=== Etapa 3 - OSPF ===
 +
 +
Validar:
 +
 +
* Vizinhanças estabelecidas.
 +
* Loopbacks anunciadas.
 +
* Rotas presentes na tabela.
 +
 +
Comandos Huawei:
 +
 +
<pre>
 +
display ospf peer
 +
display ospf routing
 +
display ip routing-table protocol ospf
 +
</pre>
 +
 +
=== Etapa 4 - MPLS ===
 +
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Validar:
 +
 +
* MPLS habilitado nas interfaces.
 +
* LSR-ID configurado.
 +
* Tabela MPLS populada.
 +
 +
Comandos Huawei:
 +
 +
<pre>
 +
display mpls interface
 +
display mpls lsr-id
 +
display mpls forwarding-table
 +
</pre>
 +
 +
=== Etapa 5 - LDP ===
 +
 +
Validar:
 +
 +
* Sessões LDP estabelecidas.
 +
* Troca de labels funcionando.
 +
 +
Comandos Huawei:
 +
 +
<pre>
 +
display mpls ldp session
 +
display mpls ldp peer
 +
display mpls ldp lsp
 +
</pre>
 +
 +
=== Etapa 6 - Targeted LDP ===
 +
 +
Validar:
 +
 +
* Sessões remotas estabelecidas.
 +
* Remote Peer alcançável.
 +
 +
Comandos Huawei:
 +
 +
<pre>
 +
display mpls ldp remote-peer
 +
display mpls ldp session
 +
</pre>
 +
 +
=== Etapa 7 - Serviço ===
 +
 +
Para L2VC:
 +
 +
<pre>
 +
display mpls l2vc
 +
</pre>
 +
 +
Para VSI:
 +
 +
<pre>
 +
display vsi
 +
display vsi verbose
 +
</pre>
 +
 +
Validar:
 +
 +
* Estado UP.
 +
* Labels aprendidas.
 +
* Peer correto.
 +
 +
=== Etapa 8 - MTU ===
 +
 +
Validar:
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 +
* MTU física.
 +
* MTU MPLS.
 +
* MTU do serviço.
 +
 +
Executar testes com DF-bit sempre que houver suspeita de fragmentação.
 +
 +
=== Checklist Final ===
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{| class="wikitable"
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! Item
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! Status
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|-
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| Interface Física
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| OK / NOK
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|-
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| Conectividade IP
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| OK / NOK
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|-
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| OSPF
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| OK / NOK
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|-
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| MPLS
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| OK / NOK
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|-
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| LDP
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| OK / NOK
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|-
 +
| Targeted LDP
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| OK / NOK
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|-
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| Serviço
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| OK / NOK
 +
|-
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| MTU
 +
| OK / NOK
 +
|}
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== Comandos de Troubleshooting Huawei ==
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== Casos Reais de Troubleshooting ==
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=== Caso 1 - OSPF UP e LDP DOWN ===
 +
 +
Sintoma:
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 +
* OSPF estabelecido.
 +
* Loopbacks alcançáveis.
 +
* LDP não sobe.
 +
 +
Possíveis causas:
 +
 +
* MPLS não habilitado na interface.
 +
* LSR-ID incorreto.
 +
* ACL bloqueando TCP 646.
 +
 +
Comandos:
 +
 +
display mpls interface
 +
display mpls ldp peer
 +
 +
=== Caso 2 - LDP UP e L2VC DOWN ===
 +
 +
Sintoma:
 +
 +
* LDP operacional.
 +
* VC State Down.
 +
 +
Possíveis causas:
 +
 +
* Targeted LDP Down.
 +
* VC-ID divergente.
 +
* Peer incorreto.
 +
 +
Comandos:
 +
 +
display mpls l2vc
 +
display mpls ldp remote-peer
 +
 +
=== Caso 3 - L2VC UP sem tráfego ===
 +
 +
Sintoma:
 +
 +
* VC State UP.
 +
* Cliente sem comunicação.
 +
 +
Possíveis causas:
 +
 +
* MTU.
 +
* VLAN incorreta.
 +
* QinQ inconsistente.
 +
 +
Comandos:
 +
 +
display interface
 +
display mpls l2vc verbose
 +
 +
=== Caso 4 - VSI UP sem aprendizado MAC ===
 +
 +
Sintoma:
 +
 +
* VSI UP.
 +
* MAC Address não aparece.
 +
 +
Possíveis causas:
 +
 +
* Split-horizon.
 +
* VLAN incorreta.
 +
* SAP/AC Down.
 +
 +
Comandos:
 +
 +
display vsi verbose
 +
display mac-address
 +
 +
=== Caso 5 - Problema de MTU ===
 +
 +
Sintoma:
 +
 +
* Ping pequeno funciona.
 +
* Ping grande falha.
 +
* Navegação parcial.
 +
 +
Possíveis causas:
 +
 +
* MTU incompatível.
 +
* MPLS overhead.
 +
 +
Comandos:
 +
 +
ping -f -s 1472 X.X.X.X
 +
 +
 +
 +
 +
== Comandos de Referência Huawei ==
 +
 +
=== OSPF ===
 +
 +
<pre>
 +
display ospf peer
 +
display ospf routing
 +
display ospf interface
 +
display ospf brief
 +
</pre>
 +
 +
=== MPLS ===
 +
 +
<pre>
 +
display mpls interface
 +
display mpls lsr-id
 +
display mpls forwarding-table
 +
display mpls lsp
 +
</pre>
 +
 +
=== LDP ===
 +
 +
<pre>
 +
display mpls ldp peer
 +
display mpls ldp session
 +
display mpls ldp lsp
 +
display mpls ldp statistics
 +
</pre>
 +
 +
=== Targeted LDP ===
 +
 +
<pre>
 +
display mpls ldp remote-peer
 +
display mpls ldp session
 +
</pre>
 +
 +
=== L2VC ===
 +
 +
<pre>
 +
display mpls l2vc
 +
display mpls l2vc verbose
 +
</pre>
 +
 +
=== VSI ===
 +
 +
<pre>
 +
display vsi
 +
display vsi verbose
 +
display mac-address vsi
 +
</pre>
 +
 +
=== Interface ===
 +
 +
<pre>
 +
display interface brief
 +
display interface GigabitEthernet x/x/x
 +
</pre>
 +
 +
== Autor ==
 +
 +
Daniel Melo
 +
Gerente de Redes | G3 Telecom
 +
Especialista em ISP, BGP, MPLS e Engenharia de Backbone
 +
 +
Última atualização: Junho/2026

Edição atual tal como às 14h53min de 8 de junho de 2026

Guia Operacional MPLS para ISPs

Este guia tem como objetivo padronizar o troubleshooting MPLS em ambientes de provedores de Internet (ISPs), com foco principal em equipamentos Huawei, mas aplicável a ambientes multivendor.

Objetivo e Público-Alvo

Este documento foi elaborado para auxiliar equipes NOC, N2, N3 e Engenharia na identificação, análise e correção de falhas relacionadas a MPLS.

Público-Alvo

  • Analistas NOC/N1
  • Analistas N2/N3
  • Engenheiros de Redes
  • Operadores de Backbone MPLS

Regra Fundamental

O troubleshooting MPLS deve seguir uma sequência lógica:

  1. Camada Física
  1. Conectividade IP
  1. OSPF
  1. MPLS
  1. LDP
  1. Serviço (L2VC/VSI)
  1. MTU

Uma falha em qualquer etapa anterior compromete as etapas seguintes.

Como o MPLS Funciona na Prática

MPLS não deve ser tratado como uma tecnologia isolada. Em uma rede ISP, o MPLS depende inicialmente da conectividade IP e de um protocolo IGP, normalmente OSPF ou IS-IS.

O IGP garante o alcance entre as loopbacks dos roteadores. Em seguida, o LDP utiliza essa conectividade para distribuir labels. Somente após essas etapas os serviços L2VPN, como VPWS (L2VC) e VPLS (VSI), conseguem operar corretamente.

Resumo Prático

  • OSPF encontra o caminho.
  • LDP distribui as labels.
  • MPLS encaminha usando labels.
  • L2VC e VSI utilizam essa infraestrutura para transportar serviços Ethernet.

Diagramas de Referência

Diagramas MPLS para referência operacional

Função dos Protocolos

OSPF

O OSPF é responsável por garantir a conectividade IP entre os roteadores do backbone. Em ambientes MPLS, normalmente são anunciadas as interfaces de transporte e as loopbacks utilizadas como Router-ID e LSR-ID.

Sem alcance IP entre as loopbacks dos roteadores, o MPLS e o LDP não conseguem estabelecer suas adjacências corretamente.

MPLS

O MPLS (Multiprotocol Label Switching) adiciona um rótulo (label) aos pacotes para permitir o encaminhamento baseado em labels ao invés de consultas sucessivas à tabela de roteamento IP.

Os principais serviços suportados incluem:

  • L2VPN (VPWS/L2VC)
  • VPLS (VSI)
  • Engenharia de Tráfego
  • VPNs de Camada 3

LDP

O LDP (Label Distribution Protocol) é responsável pela distribuição das labels entre os roteadores MPLS.

Após a conectividade IP ser estabelecida pelo OSPF, os roteadores formam vizinhanças LDP e trocam informações de labels para cada prefixo conhecido.

Caso o LDP apresente falhas, os serviços MPLS dependentes serão impactados.

Targeted LDP

O Targeted LDP (tLDP) permite estabelecer sessões LDP diretamente entre roteadores não adjacentes.

É amplamente utilizado em serviços VPWS (L2VC), onde os PEs precisam trocar informações de pseudowires através de sessões remotas.

A ausência ou falha do Targeted LDP normalmente resulta em serviços L2VC inoperantes, mesmo que o MPLS e o OSPF estejam funcionando corretamente.

L2VC versus VSI

L2VC (VPWS)

O L2VC (Layer 2 Virtual Circuit), também conhecido como VPWS (Virtual Private Wire Service), cria uma conexão ponto a ponto entre dois equipamentos PE através da rede MPLS.

Características:

  • Serviço ponto a ponto.
  • Menor consumo de recursos.
  • Simplicidade operacional.
  • Amplamente utilizado para transporte de VLANs entre localidades.

Fluxo simplificado:

VSI (VPLS)

A VSI (Virtual Switch Instance), utilizada em implementações VPLS, cria um domínio Ethernet multiponto sobre a rede MPLS.

Características:

  • Serviço multiponto.
  • Comportamento semelhante a um switch Ethernet.
  • Permite múltiplos sites na mesma LAN virtual.
  • Maior consumo de recursos em comparação ao L2VC.


Comparativo

Característica L2VC (VPWS) VSI (VPLS)
Topologia Ponto a ponto Multiponto
Complexidade Baixa Média
Escalabilidade Alta Muito alta
Consumo de recursos Menor Maior
Caso de uso Transporte de VLANs LAN estendida entre múltiplos sites


Quando um L2VC ou VSI apresenta falhas:

  1. Validar interfaces físicas.
  1. Confirmar alcance IP entre as loopbacks.
  1. Verificar OSPF.
  1. Verificar MPLS.
  1. Verificar LDP.
  1. Verificar sessões Targeted LDP.
  1. Validar MTU ponta a ponta.
  1. Confirmar estado do serviço (VC ou VSI).

MTU em Ambientes MPLS

Comparação visual de MTU em ambientes MPLS

Conceitos Fundamentais

Em redes MPLS, a MTU deve ser planejada considerando o overhead adicional introduzido pelas labels MPLS.

Cada label MPLS adiciona 4 bytes ao pacote.

Exemplos:

  • 1 Label = +4 bytes
  • 2 Labels = +8 bytes
  • 3 Labels = +12 bytes

Dependendo da tecnologia utilizada (L2VC, VSI, QinQ, PPPoE, VXLAN, etc.), o overhead total pode aumentar significativamente.

Exemplo Prático

Uma rede Ethernet tradicional normalmente opera com MTU 1500 bytes.

Ao adicionar MPLS:

  • Payload IP = 1500 bytes
  • 2 Labels MPLS = +8 bytes
  • Cabeçalho Ethernet = +18 bytes

O enlace precisa suportar uma MTU superior a 1500 bytes para evitar fragmentação ou descarte de pacotes.

Sintomas de Problemas de MTU

Problemas de MTU podem gerar sintomas como:

  • L2VC sobe, mas não passa tráfego.
  • VSI apresenta instabilidade.
  • Aplicações específicas não funcionam.
  • Sites abrem parcialmente.
  • Perda de pacotes para tráfego maior.
  • PPPoE conecta, mas navegação apresenta falhas.
  • OSPF e BGP estabelecem normalmente, porém o tráfego de usuário apresenta problemas.

Validação de MTU

Uma das formas mais simples de validação é utilizar ping com DF-bit (Don't Fragment).

Exemplo:

ping -f -s 1472 X.X.X.X

ou em equipamentos Huawei:

ping -a LoopBack0 X.X.X.X -f -s 1472

O objetivo é identificar o maior tamanho de pacote que consegue atravessar toda a rede sem fragmentação.

Troubleshooting

Ao investigar problemas relacionados a MTU:

  1. Validar MTU física das interfaces.
  2. Verificar MTU do backbone MPLS.
  3. Confirmar MTU dos serviços L2VC ou VSI.
  4. Testar ping com DF-bit.
  5. Verificar QinQ e encapsulamentos adicionais.
  6. Confirmar configuração fim a fim.

Boas Práticas

  • Padronizar MTU do backbone.
  • Documentar MTU de serviços especiais.
  • Validar MTU durante ativações.
  • Incluir testes de MTU nos procedimentos operacionais.
  • Considerar expansões futuras de encapsulamento.

Procedimento de Troubleshooting MPLS

Fluxo de Validação

Sempre execute o troubleshooting seguindo a sequência abaixo.

Uma falha identificada em qualquer etapa deve ser corrigida antes de prosseguir.

Etapa 1 - Camada Física

Validar:

  • Interface UP/UP.
  • Potência óptica dentro dos limites.
  • Ausência de CRC e erros físicos.
  • Negociação correta da interface.

Comandos Huawei:

display interface brief
display interface GigabitEthernet 0/0/0

Etapa 2 - Conectividade IP

Validar:

  • Endereçamento IP.
  • Rotas presentes.
  • Ping entre vizinhos diretos.

Comandos Huawei:

display ip interface brief
display ip routing-table
ping X.X.X.X

Etapa 3 - OSPF

Validar:

  • Vizinhanças estabelecidas.
  • Loopbacks anunciadas.
  • Rotas presentes na tabela.

Comandos Huawei:

display ospf peer
display ospf routing
display ip routing-table protocol ospf

Etapa 4 - MPLS

Validar:

  • MPLS habilitado nas interfaces.
  • LSR-ID configurado.
  • Tabela MPLS populada.

Comandos Huawei:

display mpls interface
display mpls lsr-id
display mpls forwarding-table

Etapa 5 - LDP

Validar:

  • Sessões LDP estabelecidas.
  • Troca de labels funcionando.

Comandos Huawei:

display mpls ldp session
display mpls ldp peer
display mpls ldp lsp

Etapa 6 - Targeted LDP

Validar:

  • Sessões remotas estabelecidas.
  • Remote Peer alcançável.

Comandos Huawei:

display mpls ldp remote-peer
display mpls ldp session

Etapa 7 - Serviço

Para L2VC:

display mpls l2vc

Para VSI:

display vsi
display vsi verbose

Validar:

  • Estado UP.
  • Labels aprendidas.
  • Peer correto.

Etapa 8 - MTU

Validar:

  • MTU física.
  • MTU MPLS.
  • MTU do serviço.

Executar testes com DF-bit sempre que houver suspeita de fragmentação.

Checklist Final

Item Status
Interface Física OK / NOK
Conectividade IP OK / NOK
OSPF OK / NOK
MPLS OK / NOK
LDP OK / NOK
Targeted LDP OK / NOK
Serviço OK / NOK
MTU OK / NOK

Comandos de Troubleshooting Huawei

Casos Reais de Troubleshooting

Caso 1 - OSPF UP e LDP DOWN

Sintoma:

  • OSPF estabelecido.
  • Loopbacks alcançáveis.
  • LDP não sobe.

Possíveis causas:

  • MPLS não habilitado na interface.
  • LSR-ID incorreto.
  • ACL bloqueando TCP 646.

Comandos:

display mpls interface display mpls ldp peer

Caso 2 - LDP UP e L2VC DOWN

Sintoma:

  • LDP operacional.
  • VC State Down.

Possíveis causas:

  • Targeted LDP Down.
  • VC-ID divergente.
  • Peer incorreto.

Comandos:

display mpls l2vc display mpls ldp remote-peer

Caso 3 - L2VC UP sem tráfego

Sintoma:

  • VC State UP.
  • Cliente sem comunicação.

Possíveis causas:

  • MTU.
  • VLAN incorreta.
  • QinQ inconsistente.

Comandos:

display interface display mpls l2vc verbose

Caso 4 - VSI UP sem aprendizado MAC

Sintoma:

  • VSI UP.
  • MAC Address não aparece.

Possíveis causas:

  • Split-horizon.
  • VLAN incorreta.
  • SAP/AC Down.

Comandos:

display vsi verbose display mac-address

Caso 5 - Problema de MTU

Sintoma:

  • Ping pequeno funciona.
  • Ping grande falha.
  • Navegação parcial.

Possíveis causas:

  • MTU incompatível.
  • MPLS overhead.

Comandos:

ping -f -s 1472 X.X.X.X



Comandos de Referência Huawei

OSPF

display ospf peer
display ospf routing
display ospf interface
display ospf brief

MPLS

display mpls interface
display mpls lsr-id
display mpls forwarding-table
display mpls lsp

LDP

display mpls ldp peer
display mpls ldp session
display mpls ldp lsp
display mpls ldp statistics

Targeted LDP

display mpls ldp remote-peer
display mpls ldp session

L2VC

display mpls l2vc
display mpls l2vc verbose

VSI

display vsi
display vsi verbose
display mac-address vsi

Interface

display interface brief
display interface GigabitEthernet x/x/x

Autor

Daniel Melo Gerente de Redes | G3 Telecom Especialista em ISP, BGP, MPLS e Engenharia de Backbone

Última atualização: Junho/2026