Mudanças entre as edições de "Guia Operacional MPLS para ISPs"

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* OSPF estabelecido.
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* Loopbacks alcançáveis.
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* LDP não sobe.
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* MPLS não habilitado na interface.
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* LSR-ID incorreto.
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* ACL bloqueando TCP 646.
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display mpls interface
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=== Caso 2 - LDP UP e L2VC DOWN ===
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* LDP operacional.
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* VC State Down.
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* Targeted LDP Down.
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* VC-ID divergente.
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* Peer incorreto.
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=== Caso 3 - L2VC UP sem tráfego ===
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* VC State UP.
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* Cliente sem comunicação.
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* MTU.
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* VLAN incorreta.
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* QinQ inconsistente.
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=== Caso 4 - VSI UP sem aprendizado MAC ===
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* VSI UP.
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* MAC Address não aparece.
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Possíveis causas:
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* Split-horizon.
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* VLAN incorreta.
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* SAP/AC Down.
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=== Caso 5 - Problema de MTU ===
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* Ping pequeno funciona.
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* Ping grande falha.
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* Navegação parcial.
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Possíveis causas:
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* MTU incompatível.
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* MPLS overhead.
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Comandos:
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ping -f -s 1472 X.X.X.X
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=== OSPF ===
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{| class="wikitable"
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! Verificação
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! Comando
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| ! Objetivo                  |
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| Vizinhos OSPF                |
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| display ospf peer            |
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| Verificar adjacências        |
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| Rotas OSPF                  |
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| display ospf routing        |
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| Validar aprendizado de rotas |
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| Banco LSDB                  |
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| display ospf lsdb            |
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| Verificar LSAs              |
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=== MPLS ===
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{| class="wikitable"
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! Verificação
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! Comando
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| ! Objetivo                    |
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| ----------------------------- |
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| MPLS Interfaces              |
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| display mpls interface        |
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| Verificar interfaces MPLS    |
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| -                            |
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| LSR-ID                        |
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| display mpls lsr-id          |
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| Verificar Router-ID MPLS      |
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| display mpls forwarding-table |
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| Verificar encaminhamento MPLS |
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! Verificação
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! Comando
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| ! Objetivo                      |
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| -------------------------------- |
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| Sessões LDP                      |
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| display mpls ldp session        |
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| Verificar sessões                |
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| Peers LDP                        |
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| display mpls ldp peer            |
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| Verificar vizinhos              |
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| -                                |
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| Labels LDP                      |
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| display mpls ldp lsp            |
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| Verificar distribuição de labels |
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=== Targeted LDP ===
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{| class="wikitable"
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! Verificação
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! Comando
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| ! Objetivo                  |
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| ---------------------------- |
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| Remote Peer                  |
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| display mpls ldp remote-peer |
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| Verificar sessões remotas    |
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| -                            |
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| Sessão tLDP                  |
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| display mpls ldp session    |
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| Confirmar estado UP          |
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| }                            |
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=== L2VC ===
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{| class="wikitable"
 +
! Verificação
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! Comando
 +
 +
| ! Objetivo                |
 +
| ------------------------- |
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| Estado do VC              |
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| display mpls l2vc        |
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| Verificar serviço        |
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| Estatísticas              |
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| Verificar detalhes        |
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| }                        |
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=== VSI / VPLS ===
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{| class="wikitable"
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! Verificação
 +
! Comando
 +
 +
| ! Objetivo          |
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| -------------------- |
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| VSI                  |
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| display vsi          |
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| Verificar estado    |
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| -                    |
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| VSI Detalhado        |
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| display vsi verbose  |
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| Verificar peers e PW |
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Edição das 14h25min de 8 de junho de 2026

Guia Operacional MPLS para ISPs

Este guia tem como objetivo padronizar o troubleshooting MPLS em ambientes de provedores de Internet (ISPs), com foco principal em equipamentos Huawei, mas aplicável a ambientes multivendor.

Objetivo e Público-Alvo

Este documento foi elaborado para auxiliar equipes NOC, N2, N3 e Engenharia na identificação, análise e correção de falhas relacionadas a MPLS.

Público-Alvo

  • Analistas NOC/N1
  • Analistas N2/N3
  • Engenheiros de Redes
  • Operadores de Backbone MPLS

Regra Fundamental

O troubleshooting MPLS deve seguir uma sequência lógica:

  1. Camada Física
  1. Conectividade IP
  1. OSPF
  1. MPLS
  1. LDP
  1. Serviço (L2VC/VSI)
  1. MTU

Uma falha em qualquer etapa anterior compromete as etapas seguintes.

Como o MPLS Funciona na Prática

MPLS não deve ser tratado como uma tecnologia isolada. Em uma rede ISP, o MPLS depende inicialmente da conectividade IP e de um protocolo IGP, normalmente OSPF ou IS-IS.

O IGP garante o alcance entre as loopbacks dos roteadores. Em seguida, o LDP utiliza essa conectividade para distribuir labels. Somente após essas etapas os serviços L2VPN, como VPWS (L2VC) e VPLS (VSI), conseguem operar corretamente.

Resumo Prático

  • OSPF encontra o caminho.
  • LDP distribui as labels.
  • MPLS encaminha usando labels.
  • L2VC e VSI utilizam essa infraestrutura para transportar serviços Ethernet.

Diagramas de Referência

Diagramas MPLS para referência operacional

Função dos Protocolos

OSPF

O OSPF é responsável por garantir a conectividade IP entre os roteadores do backbone. Em ambientes MPLS, normalmente são anunciadas as interfaces de transporte e as loopbacks utilizadas como Router-ID e LSR-ID.

Sem alcance IP entre as loopbacks dos roteadores, o MPLS e o LDP não conseguem estabelecer suas adjacências corretamente.

MPLS

O MPLS (Multiprotocol Label Switching) adiciona um rótulo (label) aos pacotes para permitir o encaminhamento baseado em labels ao invés de consultas sucessivas à tabela de roteamento IP.

Os principais serviços suportados incluem:

  • L2VPN (VPWS/L2VC)
  • VPLS (VSI)
  • Engenharia de Tráfego
  • VPNs de Camada 3

LDP

O LDP (Label Distribution Protocol) é responsável pela distribuição das labels entre os roteadores MPLS.

Após a conectividade IP ser estabelecida pelo OSPF, os roteadores formam vizinhanças LDP e trocam informações de labels para cada prefixo conhecido.

Caso o LDP apresente falhas, os serviços MPLS dependentes serão impactados.

Targeted LDP

O Targeted LDP (tLDP) permite estabelecer sessões LDP diretamente entre roteadores não adjacentes.

É amplamente utilizado em serviços VPWS (L2VC), onde os PEs precisam trocar informações de pseudowires através de sessões remotas.

A ausência ou falha do Targeted LDP normalmente resulta em serviços L2VC inoperantes, mesmo que o MPLS e o OSPF estejam funcionando corretamente.

L2VC versus VSI

L2VC (VPWS)

O L2VC (Layer 2 Virtual Circuit), também conhecido como VPWS (Virtual Private Wire Service), cria uma conexão ponto a ponto entre dois equipamentos PE através da rede MPLS.

Características:

  • Serviço ponto a ponto.
  • Menor consumo de recursos.
  • Simplicidade operacional.
  • Amplamente utilizado para transporte de VLANs entre localidades.

Fluxo simplificado:

CE ---- PE ===== MPLS ===== PE ---- CE

VSI (VPLS)

A VSI (Virtual Switch Instance), utilizada em implementações VPLS, cria um domínio Ethernet multiponto sobre a rede MPLS.

Características:

  • Serviço multiponto.
  • Comportamento semelhante a um switch Ethernet.
  • Permite múltiplos sites na mesma LAN virtual.
  • Maior consumo de recursos em comparação ao L2VC.

Fluxo simplificado:

```

     CE
      |
      PE
     /  \
    /    \
  MPLS  MPLS
  /        \
PE -------- PE
 |          |
CE         CE

```

Comparativo

Característica L2VC / VPWS

Troubleshooting

Quando um L2VC ou VSI apresenta falhas:

  1. Validar interfaces físicas.
  1. Confirmar alcance IP entre as loopbacks.
  1. Verificar OSPF.
  1. Verificar MPLS.
  1. Verificar LDP.
  1. Verificar sessões Targeted LDP.
  1. Validar MTU ponta a ponta.
  1. Confirmar estado do serviço (VC ou VSI).

MTU em Ambientes MPLS

Comparação visual de MTU em ambientes MPLS

Conceitos Fundamentais

Em redes MPLS, a MTU deve ser planejada considerando o overhead adicional introduzido pelas labels MPLS.

Cada label MPLS adiciona 4 bytes ao pacote.

Exemplos:

  • 1 Label = +4 bytes
  • 2 Labels = +8 bytes
  • 3 Labels = +12 bytes

Dependendo da tecnologia utilizada (L2VC, VSI, QinQ, PPPoE, VXLAN, etc.), o overhead total pode aumentar significativamente.

Exemplo Prático

Uma rede Ethernet tradicional normalmente opera com MTU 1500 bytes.

Ao adicionar MPLS:

  • Payload IP = 1500 bytes
  • 2 Labels MPLS = +8 bytes
  • Cabeçalho Ethernet = +18 bytes

O enlace precisa suportar uma MTU superior a 1500 bytes para evitar fragmentação ou descarte de pacotes.

Sintomas de Problemas de MTU

Problemas de MTU podem gerar sintomas como:

  • L2VC sobe, mas não passa tráfego.
  • VSI apresenta instabilidade.
  • Aplicações específicas não funcionam.
  • Sites abrem parcialmente.
  • Perda de pacotes para tráfego maior.
  • PPPoE conecta, mas navegação apresenta falhas.
  • OSPF e BGP estabelecem normalmente, porém o tráfego de usuário apresenta problemas.

Validação de MTU

Uma das formas mais simples de validação é utilizar ping com DF-bit (Don't Fragment).

Exemplo:

ping -f -s 1472 X.X.X.X

ou em equipamentos Huawei:

ping -a LoopBack0 X.X.X.X -f -s 1472

O objetivo é identificar o maior tamanho de pacote que consegue atravessar toda a rede sem fragmentação.

Troubleshooting

Ao investigar problemas relacionados a MTU:

  1. Validar MTU física das interfaces.
  2. Verificar MTU do backbone MPLS.
  3. Confirmar MTU dos serviços L2VC ou VSI.
  4. Testar ping com DF-bit.
  5. Verificar QinQ e encapsulamentos adicionais.
  6. Confirmar configuração fim a fim.

Boas Práticas

  • Padronizar MTU do backbone.
  • Documentar MTU de serviços especiais.
  • Validar MTU durante ativações.
  • Incluir testes de MTU nos procedimentos operacionais.
  • Considerar expansões futuras de encapsulamento.

Procedimento de Troubleshooting MPLS

Fluxo de Validação

Sempre execute o troubleshooting seguindo a sequência abaixo.

Uma falha identificada em qualquer etapa deve ser corrigida antes de prosseguir.

Etapa 1 - Camada Física

Validar:

  • Interface UP/UP.
  • Potência óptica dentro dos limites.
  • Ausência de CRC e erros físicos.
  • Negociação correta da interface.

Comandos Huawei:

display interface brief
display interface GigabitEthernet 0/0/0

Etapa 2 - Conectividade IP

Validar:

  • Endereçamento IP.
  • Rotas presentes.
  • Ping entre vizinhos diretos.

Comandos Huawei:

display ip interface brief
display ip routing-table
ping X.X.X.X

Etapa 3 - OSPF

Validar:

  • Vizinhanças estabelecidas.
  • Loopbacks anunciadas.
  • Rotas presentes na tabela.

Comandos Huawei:

display ospf peer
display ospf routing
display ip routing-table protocol ospf

Etapa 4 - MPLS

Validar:

  • MPLS habilitado nas interfaces.
  • LSR-ID configurado.
  • Tabela MPLS populada.

Comandos Huawei:

display mpls interface
display mpls lsr-id
display mpls forwarding-table

Etapa 5 - LDP

Validar:

  • Sessões LDP estabelecidas.
  • Troca de labels funcionando.

Comandos Huawei:

display mpls ldp session
display mpls ldp peer
display mpls ldp lsp

Etapa 6 - Targeted LDP

Validar:

  • Sessões remotas estabelecidas.
  • Remote Peer alcançável.

Comandos Huawei:

display mpls ldp remote-peer
display mpls ldp session

Etapa 7 - Serviço

Para L2VC:

display mpls l2vc

Para VSI:

display vsi
display vsi verbose

Validar:

  • Estado UP.
  • Labels aprendidas.
  • Peer correto.

Etapa 8 - MTU

Validar:

  • MTU física.
  • MTU MPLS.
  • MTU do serviço.

Executar testes com DF-bit sempre que houver suspeita de fragmentação.

Checklist Final

Item Status
Interface Física OK / NOK
Conectividade IP OK / NOK
OSPF OK / NOK
MPLS OK / NOK
LDP OK / NOK
Targeted LDP OK / NOK
Serviço OK / NOK
MTU OK / NOK

Comandos de Troubleshooting Huawei

Casos Reais de Troubleshooting

Caso 1 - OSPF UP e LDP DOWN

Sintoma:

  • OSPF estabelecido.
  • Loopbacks alcançáveis.
  • LDP não sobe.

Possíveis causas:

  • MPLS não habilitado na interface.
  • LSR-ID incorreto.
  • ACL bloqueando TCP 646.

Comandos:

display mpls interface display mpls ldp peer

Caso 2 - LDP UP e L2VC DOWN

Sintoma:

  • LDP operacional.
  • VC State Down.

Possíveis causas:

  • Targeted LDP Down.
  • VC-ID divergente.
  • Peer incorreto.

Comandos:

display mpls l2vc display mpls ldp remote-peer

Caso 3 - L2VC UP sem tráfego

Sintoma:

  • VC State UP.
  • Cliente sem comunicação.

Possíveis causas:

  • MTU.
  • VLAN incorreta.
  • QinQ inconsistente.

Comandos:

display interface display mpls l2vc verbose

Caso 4 - VSI UP sem aprendizado MAC

Sintoma:

  • VSI UP.
  • MAC Address não aparece.

Possíveis causas:

  • Split-horizon.
  • VLAN incorreta.
  • SAP/AC Down.

Comandos:

display vsi verbose display mac-address

Caso 5 - Problema de MTU

Sintoma:

  • Ping pequeno funciona.
  • Ping grande falha.
  • Navegação parcial.

Possíveis causas:

  • MTU incompatível.
  • MPLS overhead.

Comandos:

ping -f -s 1472 X.X.X.X

OSPF

Verificação Comando

MPLS

Verificação Comando

LDP

Verificação Comando

Targeted LDP

Verificação Comando

L2VC

Verificação Comando

VSI / VPLS

Verificação Comando