Mudanças entre as edições de "Guia Operacional MPLS para ISPs"

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O objetivo é identificar o maior tamanho de pacote que consegue atravessar toda a rede sem fragmentação.
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=== Troubleshooting ===
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# Validar MTU física das interfaces.
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# Verificar MTU do backbone MPLS.
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# Confirmar MTU dos serviços L2VC ou VSI.
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# Testar ping com DF-bit.
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# Verificar QinQ e encapsulamentos adicionais.
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# Confirmar configuração fim a fim.
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=== Boas Práticas ===
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* Padronizar MTU do backbone.
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* Documentar MTU de serviços especiais.
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* Validar MTU durante ativações.
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* Incluir testes de MTU nos procedimentos operacionais.
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* Considerar expansões futuras de encapsulamento.

Edição das 13h48min de 8 de junho de 2026

Guia Operacional MPLS para ISPs

Este guia tem como objetivo padronizar o troubleshooting MPLS em ambientes de provedores de Internet (ISPs), com foco principal em equipamentos Huawei, mas aplicável a ambientes multivendor.

Objetivo e Público-Alvo

Este documento foi elaborado para auxiliar equipes NOC, N2, N3 e Engenharia na identificação, análise e correção de falhas relacionadas a MPLS.

Público-Alvo

  • Analistas NOC/N1
  • Analistas N2/N3
  • Engenheiros de Redes
  • Operadores de Backbone MPLS

Regra Fundamental

O troubleshooting MPLS deve seguir uma sequência lógica:

  1. Camada Física
  1. Conectividade IP
  1. OSPF
  1. MPLS
  1. LDP
  1. Serviço (L2VC/VSI)
  1. MTU

Uma falha em qualquer etapa anterior compromete as etapas seguintes.

Como o MPLS Funciona na Prática

MPLS não deve ser tratado como uma tecnologia isolada. Em uma rede ISP, o MPLS depende inicialmente da conectividade IP e de um protocolo IGP, normalmente OSPF ou IS-IS.

O IGP garante o alcance entre as loopbacks dos roteadores. Em seguida, o LDP utiliza essa conectividade para distribuir labels. Somente após essas etapas os serviços L2VPN, como VPWS (L2VC) e VPLS (VSI), conseguem operar corretamente.

Resumo Prático

  • OSPF encontra o caminho.
  • LDP distribui as labels.
  • MPLS encaminha usando labels.
  • L2VC e VSI utilizam essa infraestrutura para transportar serviços Ethernet.

Função dos Protocolos

OSPF

O OSPF é responsável por garantir a conectividade IP entre os roteadores do backbone. Em ambientes MPLS, normalmente são anunciadas as interfaces de transporte e as loopbacks utilizadas como Router-ID e LSR-ID.

Sem alcance IP entre as loopbacks dos roteadores, o MPLS e o LDP não conseguem estabelecer suas adjacências corretamente.

MPLS

O MPLS (Multiprotocol Label Switching) adiciona um rótulo (label) aos pacotes para permitir o encaminhamento baseado em labels ao invés de consultas sucessivas à tabela de roteamento IP.

Os principais serviços suportados incluem:

  • L2VPN (VPWS/L2VC)
  • VPLS (VSI)
  • Engenharia de Tráfego
  • VPNs de Camada 3

LDP

O LDP (Label Distribution Protocol) é responsável pela distribuição das labels entre os roteadores MPLS.

Após a conectividade IP ser estabelecida pelo OSPF, os roteadores formam vizinhanças LDP e trocam informações de labels para cada prefixo conhecido.

Caso o LDP apresente falhas, os serviços MPLS dependentes serão impactados.

Targeted LDP

O Targeted LDP (tLDP) permite estabelecer sessões LDP diretamente entre roteadores não adjacentes.

É amplamente utilizado em serviços VPWS (L2VC), onde os PEs precisam trocar informações de pseudowires através de sessões remotas.

A ausência ou falha do Targeted LDP normalmente resulta em serviços L2VC inoperantes, mesmo que o MPLS e o OSPF estejam funcionando corretamente.

L2VC versus VSI

L2VC (VPWS)

O L2VC (Layer 2 Virtual Circuit), também conhecido como VPWS (Virtual Private Wire Service), cria uma conexão ponto a ponto entre dois equipamentos PE através da rede MPLS.

Características:

  • Serviço ponto a ponto.
  • Menor consumo de recursos.
  • Simplicidade operacional.
  • Amplamente utilizado para transporte de VLANs entre localidades.

Fluxo simplificado:

CE ---- PE ===== MPLS ===== PE ---- CE

VSI (VPLS)

A VSI (Virtual Switch Instance), utilizada em implementações VPLS, cria um domínio Ethernet multiponto sobre a rede MPLS.

Características:

  • Serviço multiponto.
  • Comportamento semelhante a um switch Ethernet.
  • Permite múltiplos sites na mesma LAN virtual.
  • Maior consumo de recursos em comparação ao L2VC.

Fluxo simplificado:

```

     CE
      |
      PE
     /  \
    /    \
  MPLS  MPLS
  /        \
PE -------- PE
 |          |
CE         CE

```

Comparativo

Característica L2VC / VPWS

Troubleshooting

Quando um L2VC ou VSI apresenta falhas:

  1. Validar interfaces físicas.
  1. Confirmar alcance IP entre as loopbacks.
  1. Verificar OSPF.
  1. Verificar MPLS.
  1. Verificar LDP.
  1. Verificar sessões Targeted LDP.
  1. Validar MTU ponta a ponta.
  1. Confirmar estado do serviço (VC ou VSI).

MTU em Ambientes MPLS

Conceitos Fundamentais

Em redes MPLS, a MTU deve ser planejada considerando o overhead adicional introduzido pelas labels MPLS.

Cada label MPLS adiciona 4 bytes ao pacote.

Exemplos:

  • 1 Label = +4 bytes
  • 2 Labels = +8 bytes
  • 3 Labels = +12 bytes

Dependendo da tecnologia utilizada (L2VC, VSI, QinQ, PPPoE, VXLAN, etc.), o overhead total pode aumentar significativamente.

Exemplo Prático

Uma rede Ethernet tradicional normalmente opera com MTU 1500 bytes.

Ao adicionar MPLS:

  • Payload IP = 1500 bytes
  • 2 Labels MPLS = +8 bytes
  • Cabeçalho Ethernet = +18 bytes

O enlace precisa suportar uma MTU superior a 1500 bytes para evitar fragmentação ou descarte de pacotes.

Sintomas de Problemas de MTU

Problemas de MTU podem gerar sintomas como:

  • L2VC sobe, mas não passa tráfego.
  • VSI apresenta instabilidade.
  • Aplicações específicas não funcionam.
  • Sites abrem parcialmente.
  • Perda de pacotes para tráfego maior.
  • PPPoE conecta, mas navegação apresenta falhas.
  • OSPF e BGP estabelecem normalmente, porém o tráfego de usuário apresenta problemas.

Validação de MTU

Uma das formas mais simples de validação é utilizar ping com DF-bit (Don't Fragment).

Exemplo:

ping -f -s 1472 X.X.X.X

ou em equipamentos Huawei:

ping -a LoopBack0 X.X.X.X -f -s 1472

O objetivo é identificar o maior tamanho de pacote que consegue atravessar toda a rede sem fragmentação.

Troubleshooting

Ao investigar problemas relacionados a MTU:

  1. Validar MTU física das interfaces.
  2. Verificar MTU do backbone MPLS.
  3. Confirmar MTU dos serviços L2VC ou VSI.
  4. Testar ping com DF-bit.
  5. Verificar QinQ e encapsulamentos adicionais.
  6. Confirmar configuração fim a fim.

Boas Práticas

  • Padronizar MTU do backbone.
  • Documentar MTU de serviços especiais.
  • Validar MTU durante ativações.
  • Incluir testes de MTU nos procedimentos operacionais.
  • Considerar expansões futuras de encapsulamento.