Informativo Infra 07

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Introdução

Segue nosso informativo de Infraestrutura da Internet!

Esse informativo é o último do ano de 2019, e para o BPF foi um ano importante para sua consolidação e principalmente para a divulgação das ações e formas de trabalho desse NOG que veio com o objetivo de fazer uma Internet Brasileira melhor.

Um dos marcos esse ano aconteceu no dia 11 de Dezembro (Assinatura MoU BPF) onde foi assinado em São Paulo o Memorando de Entendimento (MoU) entre os membros da Board e do Comitê de Programa do BPF. Este documento formaliza o compromisso assumido desde a fundação do grupo no sentido de aperfeiçoamento do conhecimento técnico e disseminação de boas práticas para operadores de Internet Brasileiros.

O mais importante a se destacar é que o grupo hoje não é feito apenas dessas pessoas, mas principalmente daqueles que contribuem voluntariamente com conteúdos técnicos de qualidade e que tem agregado muito conhecimento à comunidade técnica que opera a Internet no Brasil. À todos esses o nosso muito obrigado !

Notícias

  • O Google disponibilizou em alguns países o serviço de streaming de jogos, Google Stadia,e o que chamou atenção foi a falta de IPv6 no serviço, alguns usuários fizeram capturas do tráfego e confirmaram a informação https://bit.ly/2SCohzh. O pior é que já temos alguns boatos sendo divulgados "Eu tive que desativar o IPv6 nas configurações do roteador para obter uma conexão excelente no Stadia. (I had to disable IPv6 at router settings to get Excellent Connection on Stadia)" Opinião: Até tu Google! Esperamos que seja apenas durante o beta test e que adotem o IPv6 no serviço o quanto antes.
  • A Amazon anunciou uma série de serviços AWS com infraestrutura rodando fora dos grandes data centers da empresa. O primeiro deles, o AWS Outpost (https://aws.amazon.com/pt/outposts/) é um rack completo da Amazon mas instalado localmente nas dependências do cliente, mas ainda assim gerenciado pela AWS. O segundo serviço, o AWS Local Zones (https://aws.amazon.com/pt/about-aws/global-infrastructure/localzones/) são pequenos data centers mais próximos aos clientes finais que rodam os serviços da AWS, finalmente entregando o que o mercado acostumou a chamar de "edge computing". E o terceiro serviço, o AWS Wavelength (https://aws.amazon.com/pt/wavelength/) leva os serviços da AWS até a borda da rede 5G, minimizando a latência - esse serviço é uma parceria com algumas operadoras, por enquanto foram anunciadas parcerias com Verizon, Vodafone, KDDI e SK Telecom. Opinião: Enquanto as operadoras estão nos jornais e congressos divulgando os benefícios do edge computing, a Amazon vai lá e faz! Com o serviço Wavelength a AWS está no quintal das operadoras, e as que toparam o acordo provavelmente entenderam que é melhor ter um mínimo de participação nesse mercado em parceria do que enfrentar os gigantes (Amazon, Microsoft e Google) e se aventurar sozinhas.
  • A Apple disponibilizou a opção de provedores de acesso Internet hospedarem em suas redes servidores de cache AEC (Apple Edge Cache) para acelerar a entrega de conteúdo dos serviços Apple. Para participar da iniciativa o provedor deve ter no mínimo 25Gbps de tráfego com origem na Apple e preencher o formulário de interesse em: https://cache.edge.apple
  • A Intel anunciou no evento https://ieee-iedm.org/ (em inglês) seu roadmap de novos chips semicondutores de 2019 a 2029: tecnologia de 7nm, 5nm, 3nm, 2nm e 1,4 nm., Opinião:A Intel já mostrou que é incapaz de manter a cadência de 2 anos em suas fábricas. O salto de 14nm para 10nm levou seis anos, e já são públicas as dificuldades com a tecnologia de 7nm. Esse roadmap evidentemente é um exagero de marketing para manter seus clientes atuais, agora que a AMD tem um portfólio de produtos muito melhor.

Cabos Submarinos

Opinião: Como antecipado em outras ocasiões, a construção de cabos submarinos não é uma tarefa simples e de fácil conclusão. É um investimento que demanda um longo prazo de execução e um custo bastante elevado, tanto que em sua maioria os cabos são realizados por consórcios de empresas - pois a infraestrutura é tão pesada que poucas empresas teriam capacidade de realizar sozinhas. (Com exceção do Google, que tem construído alguns cabos sem consórcio, todos os últimos cabos anunciados globalmente são de consórcios).

Nesse informativo temos algumas notícias ruins, de desistência ou problemas de projetos - começando pelo Informativo Infra 06 que trouxe a informação de cancelamento de licença a pedido do consórcio Deep Blue Cable, nos últimos dias tivemos duas notas especialmente ruins para o mercado Brasileiro:

  • A Seaborn Networks, que opera o cabo submarino Seabras-1 colocou as filiais detentoras do sistema de cabo submarino Seabras em recuperação judicial de acordo com o capítulo 11 das leis de falência dos EUA.: https://bit.ly/2tijRTh (em inglêsl) Opinião: O Capítulo 11 da lei de falências americana permite a uma empresa com dificuldades financeiras continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores. Como o anúncio foi feito as vésperas do Natal e com as informações até agora divulgadas é prudente aguardar novas manifestações da empresa para entendermos melhor o que aconteceu, mas em notícia no jornal Wall Street Journal foi levantado alguns fatores, entre eles a alta competição no mercado de transporte submarino entre Brasil-EUA. A queda dos preços na rota entre o Brasil e os EUA significa atualmente que a receita que a Seaborn Network levanta com o Seabras 1 não é suficiente para cobrir o custo da dívida do ativo, provavelmente por isso que eles tiveram que pedir a recuperação judicial de acordo com o capítulo 11 para reestruturar sua dívida.
  • Telebras desiste do contrato de capacidade (IRU) no cabo submarino Ella Link entre Brasil e Europa .: http://www2.bmfbovespa.com.br/empresas/consbov/ArquivoComCabecalho.asp?motivo=&protocolo=728022&funcao=visualizar&site=B. Opinião: O cabo Ella Link ligando Brasil<>Portugal planejado em consórcio entre a estatal brasileira e a Islalink vem sendo gestado desde 2012 e tinha como primeira data alvo de operação 2014, mas esse prazo vem sendo ajustado desde então - com nova previsão para 2020. Um tanto curioso é a informação que a Telebras publicou nessa nota, apontando um possível atraso ou não cumprimento do contrato por parte da Ella Link "a razão para o envio da carta está consolidada no fato de que não foram apresentadas as garantias contratuais acordadas e necessárias ao pagamento das contraprestações assumidas pela Telebras ainda em 2019."
    Map of Ellalink submarine cable routes.jpg

Eventos no Brasil

Próximos eventos

  • 13/Fevereiro/2020 - Florianópolis/SC - Congresso Apronet de Provedores

Empregos no Brasil

Algumas vagas em destaque:

Fortinet -São Paulo/SP

Engenheiro de Pré-Vedas - https://www.linkedin.com/jobs/view/1595465590

Nokia - São Paulo/SP

Engenheiro Residente IP/MPLS - https://www.linkedin.com/jobs/view/1656112455/

F5 - São Paulo/SP

Engenheiro de Pré-Vendas - https://www.linkedin.com/jobs/view/1656138081

Garena (LoL e FreeFire) - São Paulo/SP

Engenheiro de Infra e ESports - https://www.linkedin.com/jobs/view/1601631927

Globenet - São Paulo/SP

Engenheiro de Produtos - https://www.linkedin.com/jobs/view/1642229355/

Facebook - São Paulo/SP

Engenheiro de Parcerias, Conectividade - https://www.facebook.com/careers/v2/jobs/2367017120215514